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Filosofia para Crianças não foi desenhada para que todos os meninos se tornem filósofos

Partilhamos aqui o resumo da comunicação da Dina Mendonça, no  Instituto de Filosofia | Faculdade de Letras da Universidade do Porto

«Filosofia para Crianças não foi desenhada para que todos os meninos se tornem filósofos mas para que tenham um espaço para aprender a reflectir em conjunto, para que aprendam os utensílios para a continua construção do pensar bem sobre as coisas e a reconhecer

1) a pergunta como modo de abrir, problematizar e construir saberes;
2) a investigação criativa como modo de pensar nossa realidade individual e social;
3) o debate participativo, aberto e fundamentado como prática de conhecimento;
4) a democracia como forma de respeitar e valorizar nossas diferenças;
5) o trabalho solidário e colaborativo como modo de agir em educação;
6) a resistência crítica frente a toda forma de imposição. (...) 



Na segunda parte irei apontar algumas promessas que a Filosofia para Crianças oferece para que o pensar da população em geral seja um pensar trabalhado e de excelência. Ann Margaret Sharp em “Pedagogical Practice and Philosophy” (Sharp 1987) identifica seis tipos de capacidades que são cultivadas pela filosofia para crianças.
i. as capacidades de raciocínio tais como por exemplo a classificação e a identificação de suposições, ii) as capacidades lógicas, tal como por exemplo a identificação de contradições,
iii) as capacidades de investigação tal como por exemplo a descrição, a explicação e a identificação e esquematização de problemas e de hipóteses,
iv) as capacidades conceptuais tais como a de identificação de o que fica fora ou dentro de um determinado conceito como a justiça ou a verdade,
v) as capacidades de tradução tais como a de parafrasear o que outras pessoas dizem, e
vi) as capacidades sociais e interpessoais tal como é o de construir uma ideia em grupo (Sharp 1987, 82-83).

Elaborando nestas seis capacidades indicarei o modo como as promessas da Filosofia para Crianças se desenham de modo a que se possa pensar seriamente em criar politicas sociais que integrem a metodologia de praticar pensar em todo o percurso escolar.»

[e-mail recebido via Lekton | 28.Out.2010]

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