Sexta-feira, 9 de Março de 2012

let us be IGNITEd

No dia 7 de Março teve lugar mais um Ignite na Lx Factory, com a presença de uma mão cheia de oradores com ideias para partilhar. Tratou-se da 18ª edição deste evento em que o desafio é partilhar uma ideia durante 5 minutos, tendo como suporte 20 slides que passam de 15 em 15 segundos. Estive presente nos Ignite #3 e #6. Lembro-me que na primeira vez estava muito nervosa e o discurso não me pareceu muito fluído. Mas no final disseram-me: Joana, falaste com paixão. 

Na segunda vez, lembro-me de ter as pernas a tremer e a voz também… mas lá subi ao palco e falei (mais uma vez) sobre a paixão da minha vida: a Filosofia. 

Após duas experiências de partilha colaborativa com o Mário Pires, a apresentar uma comunicação sobre Os Prazeres da Vida, surgiu a ideia de levarmos essa comunicação ao Ignite. UAU, vamos! E lá reduzimos uma apresentação que tem cerca de 1h30m para… 5 minutos, partilhados a dois. O desafio foi muito engraçado e admitimos que nos divertimos muito durante o processo. Sim, porque para os ideístas como nós, o importante não são os resultados, mas sim os processos. Na viagem, não importa o destino, porque o destino é a própria viagem. 

E eu confesso: tinha saudades do Ignite. Do ambiente, das pessoas, de ver ideias a saltitar por todo quanto é lado. Aquilo é muito «a minha praia» pois é um espaço de comunicação plena, onde não importa o que tu fazes profissionalmente, mas sim aquilo que tens para dizer. De forma concisa e clara. É um espaço onde podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal.

E na quarta feira houve um pouco de tudo: mensagens de empreendedorismo, de vontade em que o português se torne alemão, a história de um envelope vermelho que roubava sorrisos a quem o recebia e até partilhas de insucesso. Provando que a nossa vida é um filme indiano, houve quem partilhasse os insucessos da vida, com humor e criatividade. E isso é de louvar. António Reymao, estamos contigo para superar esta fase. E conta connosco para superar as dificuldades.

Houve outras ideias que gostaria de destacar: o Herlander Mauro Carvalho e a sua ideia de que o passe se deveria pagar «à paragem», para não desperdiçarmos dinheiro e investir (quem sabe) na saúde. Brilhante! E mais ainda porque o Herlander se fez acompanhar da mãe (lindo!). 

Não me recordo do orador em questão, mas sei que alguém lançou uma pergunta fundamental nos dias de hoje: em vez de olharmos só para os 14% de desempregados, porque não olhar para os 86% de empregados e perguntar: estão felizes? Estão motivados? As suas ideias são ouvidas na empresa? Será que esses 86% têm capacidade para produzir e assim «andar com o país para a frente»? Seremos todos trabalhadores TGIF? E de repente lembrei-me daquilo que estudei na minha tese de mestrado. 

Resumindo: o Ignite foi, mais uma vez, espaço de partilha de boas ideias, cheias de humor e de gente com o coração a bater lá dentro.

E eu cantei em cima da palete! YES! 

fotografia de Mário Pires

Terça-feira, 6 de Março de 2012

da #sala5, com saudades


2009 foi um ano marcante. entre outras coisas foi o ano em que entrei numa sala mágica, a sala da Ana Dominguez, educadora no Colégio de Alfragide. e desde então tem sido um crescendo de projectos, de ideias, de partilhas (de jantares e bons momentos!). 

há dias a Ana enviou-me esta fotografia, tirada por um dos meninos da #sala5. 

19 de Novembro de 2009: o primeiro dia do resto das nossas vidas (e projectos em comum). 

Segunda-feira, 5 de Março de 2012

Ignite #18 - em Lisboa

Data: dia 7 de Março
Hora: a partir das 18h30m
Local: LxFACTORY (Rua Rodrigues Faria, 103) - Sala  FÁBRICA  L / XL


PROGRAMA:
18h30m - Abertura de Bilheteiras e OPEN-NETWORKING
  • Mário Pires & Joana Sousa - "Os prazeres da vida"
  • Gonçalo Lage - “Portugal - Quinto Império” 
  • Rui Neto Pereira - “Como transformar portugueses em alemães?”    
  • Fernando Mendes - “Trabalho é Conhaque (e vice-versa)”    
  • Armando Vieira - “Democracia Online”
  • Andresa Salgueiro - “Believe in Portugal” 
  • Rui Martins - “Movimento Internacional Lusofono” 
  • Herlander Mauro Carvalho - “Pague somente a distância que percorrer”
  • Miguel Teles - “Plantar Uma Árvore - Plante esta Ideia”
  • Jorge Fonseca - “Como um envelope vermelo criou centenas de sorrisos”
  • Faraz - “Ser Jovem e Ser empreendedor”
  • Antonio M Reymao - “O meu maior Flop”
  • Andre Borges - “Keep Pushing It!”
  • Yoann Nesme - “Empreender é difícil!”
  • Bertrand Caudron - “Gamification”
  • Pedro Ludovice Nogueira - “Service Design”
  • Humberto Neves - “Pequenos toques, grandes aprendizagens”
  • Carolina Granado Pinto - “Movement of creative synergies”
  • Pedro Tojal - “LideranSSa com Soft Skills”
  • Diogo Raposo de Oliveira - “Ignite your Life!”
  • Daniel & Carla Nobre - “Afinal, quem faz os "Bonecos" do ignite :)”

 
mais INFO aqui

Domingo, 4 de Março de 2012

criatividade e paixão na educação


a Associação Educativa para o Desenvolvimento da Criatividade organizou no passado dia 03 de Março um encontro subordinado ao tema criatividade e paixão na educação. temos que destacar a inspiradora conferência do professor António Câmara (Professor Catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Doutorado em Engenharia de Sistemas Ambientais em Virginia Tech. Fundador e Presidente do Conselho de Administração da YDreams.  Autor dos livros “Environmental Systems”, “Futuro Inventa-se” e “Voando com os pés na terra”). uma partilha deliciosa e que nos fez traçar caminhos e mapas nos quais a imaginação não tem limites.




«os meus alunos são os melhores do mundo» - dizia António Câmara. os «meus» pequenos filósofos também!

na Távola Redonda descobrem-se os sentidos da Filosofia


 traçam-se caminhos e mapas, atalhos de pensamento para desatar nós. e para a semana há mais!



Sexta-feira, 2 de Março de 2012

Na Távola Redonda Filosofar é Fixe!


mais um projecto em que o desafio será o de olhar a filosofia 
como uma ferramenta que faz sentido no quotidiano. 
e prometemos contar aqui (quase) tudo!

Quinta-feira, 1 de Março de 2012

A Aleg(o)ria da Caverna

10 de Março | 11h na Livraria Cabeçudos

Filosofar é coisa de crianças? É. E de adultos também. Por isso, o projecto filocriatiVIDAde e a livraria Cabeçudos sugerem uma manhã diferente, em que pais e filhos são convidados a dar uso ao pensamento, a partir dos mais diferentes recursos. Uma história, uma fotografia, uma frase, um ideia: qualquer uma destas coisas pode ser o mote para filosofar e «treinar os músculos do pensamento».
No dia 10 de Março, Joana Sousa volta à Livraria Cabeçudos para conversar sobre a amizade.


Livraria Cabeçudos: R. Comandante Cousteau Lote 4.04.01 Loja A, 1990-303 Lisboa, Portugal

Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012

Da Filosofia Aplicada às necessidades filosóficas das pessoas, nas empresas e organizações : publicação do projecto de tese



«Descartes inaugura a ideia de método na Modernidade através da sua reflexão epistemológica. Dispor de uma ferramenta básica para realizar o caminho com segurança e certeza, para descobrir “com claridade e distinção” o melhor dos trilhos, constituiu um leitmotiv que nunca abandonou. A Filosofia Aplicada, parafraseando outro racionalista sem comparação, ajuda a orientar-nos na vida. Saber orientar-se, afirmava Ortega y Gasset, requer uma detenção sobre aquilo que somos e sobre o nosso “cicun-mundo” ou a nossa “circun-stância”. As metodologias de Filosofia Aplicada que constituem este livro são um passo mais para que a Filosofia Aplicada se compreenda a si mesma, e uma via para que a luz continue a entrar nas suas fendas eclipsadas.»

ainda durante o ano de 2011 tive oportunidade de ver o projecto de tese (defendido no passado dia 28 de Fevereiro) publicado numa obra editada pelo Professor José Barrientos Rastrojo e da qual constam trabalhos no âmbito da filosofia aplicada.

o livro encontra-se disponível AQUI.

Da Filosofia Aplicada às necessidades filosóficas das pessoas, nas empresas e organizações - justificação do papel do consultor filosófico





ontem, no ISLA Lisboa, apresentei (e defendi) a dissertação para a obtenção do grau de Mestre em Gestão em Recursos Humanos; trabalho que teve a orientação do  Professor JoseBarrientos  Rastrojo (Universidade deSevilha, Espanha). o júri foi composto pelo orientador da investigação, bem como pelo Professor Rocha Machado e o Professor Luís Teixeira.

porque a defesa é pública, considero que os agradecimentos também o podem (devem?) ser. aqui ficam.


«- Estás a pensar outra vez? – perguntou a Duquesa, enterrando mais fundo o queixo bicudo.
- Tenho direito a pensar – ripostou Alice com aspereza porque começava a perder a paciência.»
CAROLL Lewis – As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho. – Relógio D’Água: Lisboa, 2000, p. 104


Ao Professor Doutor José Barrientos Rastrojo, por aceitar esta orientação na hora, sem hesitar; pelo incentivo em dar este pequeno passo na Filosofia Aplicada; pelas partilhas, pelo apoio na investigação e na tomada de decisão; e sobretudo pela amizade.

Aos meus professores um muito obrigada pelas noites (por vezes longas) de aulas e de aprendizagem, de partilhas, de questionamento e de bons momentos.

Aos meus colegas de mestrado: companheiros de viagem, «we’ll always have vodka em tubos!»

Em especial, à Isabel, à Vera, à Ana, à Carla e ao Jorge: o melhor do mestrado implica-vos a todos em momentos mais ou menos académicos.

Um obrigada muito especial à Alexandra: ainda bem que me sentei ao teu lado na primeira aula do mestrado; quem diria que essa escolha iria determinar a conquista de uma amizade e de um lugar junto da tua família? Mas como diz o povo, nada acontece por acaso e «às vezes o amor dá chorar» (e a tese também!).

Aos amigos «do coração» pelo apoio incondicional. Nisto, como em tantas outras coisas.

Aos pequenos-grandes Bernardo, Camila e Santiago. A uma «B-ervilhinha» que está a caminho!

 À Ana Cila e à Ana Dominguez pela compreensão, pelo apoio bibliográfico e de conteúdo. E pelas mãos dadas nesta «coisa do filosfofar».

À Celeste Machado, com quem partilho outras «guerras» no âmbito da Filosofia Aplicada. E uma amizade «muito enorme».

Ao Tomás Magalhães Carneiro, à Zaza Carneiro de Moura, à Dina Mendonça, à Graça Lopes, pela paixão pela filosofia e pelo trabalho sério que me inspira.

Ao Professor Óscar Brenifier pelos seminários vivos e de profundo questionamento.

Ao Nigel Laurie e à Shlomit Schuster, pelo apoio e partilha de artigos. Thank you very much!

Aos formandos; aos amigos e conhecidos das redes sociais pela generosidade de partilha, pela palavra amiga perante o desabafo. E acreditem que desabafei MUITO.

Obrigada a todos os que me fizeram acreditar que era possível, mesmo que não fosse perfeito.

Obrigada, também, a quem não acreditou neste trabalho. A vossa descrença constituiu-se como um incentivo fundamental.

 
Ouvi dizer numa das aulas do mestrado que a realização da tese era um processo solitário. Confirmo. E é um processo que promove a ausência de quem por ele passa junto das pessoas mais importantes. A mamãe Sabel (é assim que o mundo a conhece) e o meu irmão, João, são as pessoas que mais sabem como é que se consegue estar presente e ausente ao mesmo tempo. Dedico-lhes este trabalho, como tudo aquilo que faço na minha vida.