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Mensagens

A mostrar mensagens de janeiro, 2026

acolher e incentivar as perguntas das crianças e dos jovens é benéfico

Inquiry is not a project. Inquiry is how we show up in the classroom. Inquiry is a stance from which we teach. (Trevor Mackenzie, Inquiry Mindset, p.13   Quais os benefícios do acolhimento e do incentivo das perguntas em sala de aula?  Criar e desenvolver rotinas de perguntas em sala de aula permite às crianças e aos jovens treinar a competência do perguntar. Sem as perguntas dos alunos e das alunas, é o/a professor/a quem tem o monopólio do questionamento em sala. Perdem-se oportunidades de desenvolver a autonomia e a confiança junto dos alunos e das alunas. Perguntar permite-nos treinar o pensamento colaborativo, bem como a curiosidade e o pensamento crítico e criativo. A atitude a cultivar é a de investigar a pergunta e a resposta possível. Ou respostas. Esta atitude é essencial num mundo em constante mudança, para estas crianças e jovens que estão a ser preparadas para assumirem profissões que ainda hão-de ser criadas. Citando Trevor Mackenzie: "(...) curriculum is not s...

Qual é a diferença entre um conhecido e um desconhecido?

  O Martim vive numa aldeia onde toda a gente se conhece. Quando sai à rua para passear o cão Oddy, chega a ficar cansado de tanto acenar e dizer “olá!” às pessoas com quem se cruza. Vive na aldeia desde que nasceu, e às vezes põe-se a imaginar como seria viver num sítio maior, por exemplo, numa cidade: “Quantas pessoas há numa cidade? Como é que seria quando fosse passear o Oddy? Ia ver pessoas que nunca vi antes na vida! Como é que eu ia saber o nome dessas pessoas? E como é que elas iam aprender o meu nome?” Enquanto pensava nestas coisas em voz alta, à janela do seu quarto, o Oddy olhava para ele com ar de quem já queria passear.  Do outro lado da rua, a vizinha acenou-lhe do quintal e disse “Bom dia, Martim!”.  O Martim não a conseguiu ouvir, pois a vizinha estava longe, mas adivinhou o cumprimento e respondeu, acenando de volta: ー Bom dia!. De repente, o Martim franziu o sobrolho e disse surpreendido: ー Oddy, eu digo olá a esta vizinha todos os dias, ...

Sócrates nunca disse “só sei que nada sei”.

  "‘Só sei que nada sei’, professor”, escreveu o aluno como resposta à questão de sua prova de Filosofia. Quis dar uma de esperto para cima do mestre. Pudera. Muitos docentes - e talvez este do meu exemplo - ensinam a frase de modo equivocado.  É comum ouvir  “Foi Sócrates quem disse isso, e o seu significado é algo como ‘quanto mais eu sei, mais eu sei que não sei’, ‘ninguém sabe de nada nessa vida’, ou até ‘ninguém pode afirmar nada sobre nada com certeza’. Todas essas teses soam inteligentes. Com a legitimação de que provêm de Sócrates, um dos pais fundadores da Filosofia ocidental, então… Aí é que soam sábias mesmo. Na prática, contudo, mostram-se ou clichés sem significado, ou simplesmente falsidades. É preciso, então, investigar a origem deste mito – Sócrates nunca disse “só sei que nada sei”. Como sabemos, Sócrates nada escreveu. Sabemos do personagem mediante três fontes principais contemporâneas suas: Platão, o filósofo; Xenofonte, o soldado; Aristófanes, o comed...

a filocriatividade voltou à casa blogger

Em 2012 este blog migrou para o SAPO blogs e agora regressa "a casa". Talvez seja a altura de retomar o projecto do novo website, mas para já ficamos por aqui, pela newsletter , pelo instagram e pelo facebook.

💀 oficina Perguntas Vitais sobre Assuntos Fatais

  💀 imaginando que é possível entrevistar um esqueleto, o que gostarias de lhe perguntar? // qual foi o sentimento que sentiste quando morreste? // como é estar morto? // qual foi a parte da morte que mais gostaste? 💀 para além de criar um tempo e um espaço seguros para pensar, de forma crítica e criativa, sobre o tema da morte, a oficina permitiu um trabalho intencional ao nível da metacognição. 💀 as crianças foram convidadas a pensar sobre as próprias perguntas: – há perguntas que, afinal, perguntam o mesmo? – há perguntas que se aproximam na forma, mas não no conteúdo? – o que torna uma pergunta diferente de outra? 💀 este deslocamento, do conteúdo para o ato de perguntar, ajudou o grupo a tomar consciência dos seus próprios processos de pensamento, a comparar ideias, a identificar critérios e a refinar o modo como formulam questões. 💀 pensar sobre a morte foi também uma forma de pensar sobre como pensamos. 💀 oficina inspirada nos materiais MORTAL! da Ellen Duthie (Wond...