«Para lidar com alunos especiais, nada melhor que um método também especial. Este é o pensamento da professora Juçara Denkiu, da Escola Estadual Especial Aracy de Paula Hofmann. Ela é avessa ao estudo baseado em quadro e caderno. ‘‘Não sei trabalhar com o método tradicional porque não vejo o resultado que aparece aqui.’’ Responsável por duas turmas que somam 14 alunos, entre 12 e 18 anos, com síndrome de down, paralisia cerebral, deficiência mental, cegueira e surdez, ela garante que ensina, mas também aprende muito com eles.Para o ensino da fotossíntese, por exemplo, a turma montou um painel colorido de uma árvore. A primeira explicação foi de Juçara, mas logo todos estavam aptos a falar sobre o processo. A professora conta que tem que usar palavras simples para que todos compreendam. No caso deste tema, foi Victor Mateus Dias, 12 anos, que tem paralisia cerebral e é cadeirante, que deu a idéia para facilitar o aprendizado. Ao invés de gás carbônico, sugeriu a expressão cheiro ruim. O...