O Martim vive numa aldeia onde toda a gente se conhece. Quando sai à rua para passear o cão Oddy, chega a ficar cansado de tanto acenar e dizer “olá!” às pessoas com quem se cruza.
Vive na aldeia desde que nasceu, e às vezes põe-se a imaginar como seria viver num sítio maior, por exemplo, numa cidade:
“Quantas pessoas há numa cidade? Como é que seria quando fosse passear o Oddy? Ia ver pessoas que nunca vi antes na vida! Como é que eu ia saber o nome dessas pessoas? E como é que elas iam aprender o meu nome?”
Enquanto pensava nestas coisas em voz alta, à janela do seu quarto, o Oddy olhava para ele com ar de quem já queria passear.
Do outro lado da rua, a vizinha acenou-lhe do quintal e disse “Bom dia, Martim!”. O Martim não a conseguiu ouvir, pois a vizinha estava longe, mas adivinhou o cumprimento e respondeu, acenando de volta: ー Bom dia!.
De repente, o Martim franziu o sobrolho e disse surpreendido:
ー Oddy, eu digo olá a esta vizinha todos os dias, mas não sei como se chama!
Isto deixou o Martim a pensar:
Preciso de saber o nome das outras pessoas para dizer que são minhas conhecidas?
Se souber o nome de uma pessoa famosa, por exemplo, de um cantor, posso dizer que essa pessoa é minha conhecida?
Quando é que uma pessoa passa de desconhecida a conhecida?
Vamos ajudar o Martim a pensar?
Em casa ou na escola, leiam a história com calma.
Escrevam num papel as respostas às perguntas do Martim.
Perguntem a um amigo, ao colega do lado ou a alguém da família o que pensa sobre as perguntas do Martim. Vejam se há opiniões iguais ou diferentes.
Tomem nota se alguém mudar de ideias – e se acontecer, tentem descobrir porque é que mudaram de ideias.
Partilhem as vossas ideias nos comentários.
Desafio publicado no website da Revista Dois Pontos, em Julho de 2020.

Comentários
Enviar um comentário