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let us be IGNITEd

No dia 7 de Março teve lugar mais um Ignite na Lx Factory, com a presença de uma mão cheia de oradores com ideias para partilhar. Tratou-se da 18ª edição deste evento em que o desafio é partilhar uma ideia durante 5 minutos, tendo como suporte 20 slides que passam de 15 em 15 segundos. Estive presente nos Ignite #3 e #6. Lembro-me que na primeira vez estava muito nervosa e o discurso não me pareceu muito fluído. Mas no final disseram-me: Joana, falaste com paixão. 

Na segunda vez, lembro-me de ter as pernas a tremer e a voz também… mas lá subi ao palco e falei (mais uma vez) sobre a paixão da minha vida: a Filosofia. 

Após duas experiências de partilha colaborativa com o Mário Pires, a apresentar uma comunicação sobre Os Prazeres da Vida, surgiu a ideia de levarmos essa comunicação ao Ignite. UAU, vamos! E lá reduzimos uma apresentação que tem cerca de 1h30m para… 5 minutos, partilhados a dois. O desafio foi muito engraçado e admitimos que nos divertimos muito durante o processo. Sim, porque para os ideístas como nós, o importante não são os resultados, mas sim os processos. Na viagem, não importa o destino, porque o destino é a própria viagem. 

E eu confesso: tinha saudades do Ignite. Do ambiente, das pessoas, de ver ideias a saltitar por todo quanto é lado. Aquilo é muito «a minha praia» pois é um espaço de comunicação plena, onde não importa o que tu fazes profissionalmente, mas sim aquilo que tens para dizer. De forma concisa e clara. É um espaço onde podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal.

E na quarta feira houve um pouco de tudo: mensagens de empreendedorismo, de vontade em que o português se torne alemão, a história de um envelope vermelho que roubava sorrisos a quem o recebia e até partilhas de insucesso. Provando que a nossa vida é um filme indiano, houve quem partilhasse os insucessos da vida, com humor e criatividade. E isso é de louvar. António Reymao, estamos contigo para superar esta fase. E conta connosco para superar as dificuldades.

Houve outras ideias que gostaria de destacar: o Herlander Mauro Carvalho e a sua ideia de que o passe se deveria pagar «à paragem», para não desperdiçarmos dinheiro e investir (quem sabe) na saúde. Brilhante! E mais ainda porque o Herlander se fez acompanhar da mãe (lindo!). 

Não me recordo do orador em questão, mas sei que alguém lançou uma pergunta fundamental nos dias de hoje: em vez de olharmos só para os 14% de desempregados, porque não olhar para os 86% de empregados e perguntar: estão felizes? Estão motivados? As suas ideias são ouvidas na empresa? Será que esses 86% têm capacidade para produzir e assim «andar com o país para a frente»? Seremos todos trabalhadores TGIF? E de repente lembrei-me daquilo que estudei na minha tese de mestrado. 

Resumindo: o Ignite foi, mais uma vez, espaço de partilha de boas ideias, cheias de humor e de gente com o coração a bater lá dentro.

E eu cantei em cima da palete! YES! 

fotografia de Mário Pires

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